Tacna x Nazca
Durante a madrugada do dia 01/03/2019 após comprar o SOAT partimos em direção ao Pacífico. Chegamos na cidade de ILO. Não tinha visibilidade do que existia em volta da rodovia, apenas o que o farol do carro iluminava, e era apenas areia e deserto, até chegar na rodovia Costanera que margeava o Pacífico.
Paramos em um posto de combustível em ILO e descansamos algumas horas dentro do carro mesmo e seguimos em direção ao norte. Em pleno deserto encontramos paisagens com água doce e verde.
A Costanera Norte tem um movimento considerável de veículos leves e caminhões. Mas não chega nem próximo do volume de tráfego que temos no Brasil nas rodovias que passam por regiões litorâneas. Passamos por alguns desvios que obrigavam a utilizar ruas e estradas que passavam na área urbana de cidades pequenas. Isto nos oportunizou observar como é aproveitado cada metro quadrado de área de terra fértil naquele lugar, mesmo que fosse 10m² lá tinha plantado alguma coisa. Muitas alqueires de estufas também.

No início da tarde chegamos em Nazca. Paramos no primeiro posto de combustível que existia no sentido que estávamos. Um posto da bandeira Primax, aparentemente recém construído ou reformado. Pedimos autorização para montarmos barraca e pernoitar. Os funcionários do posto muito solícitos nos ofereceram algo ainda melhor. Estavam reformando um hotel anexo, e disseram que poderíamos ocupar uma das salas do térreo. Agradecemos a oferta e instalamos as barracas dentro. Começamos a preparar algo para nos alimentar. O Felipe começou a passar mal, com diarréia. E com a repetição dos episódios e vômito. Levantamos o acampamento e fomos direto para o Hospital. Acredito que era o único hospital público de Nazca.

No hospital o atendimento foi imediato. O Felipe ficou internado, e ficamos vigilantes do lado de fora. O quadro dele era relativamente grave. Ingeriu algum alimento contaminado por alguma bactéria, possivelmente por não limpar as mãos. Suspeitamos das salsichas que comemos sem cozinhar. Amanhecemos em frente ao hospital. Arethusa revezava com o Matheus.
O atendimento hospitalar funcionava no sistema de co-participação. Pagamos todos os itens utilizados, desde seringa, esparadrapo etc. O médico passava uma listagem e dentro do hospital tinha uma espécie de farmácia onde era possível adquirir mediante pagamento em dinheiro. Os antibióticos tivemos que comprar em uma farmácia fora do hospital. Os procedimentos médicos não eram cobrados tampouco o internamento.
E assim encerrou esse primeiro dia da chegada em Nazca. Aguardando a recuperação do pequeno Felipe.
Foi também o dia do aniversário de 17 anos do Guilherme. Comemoraríamos em outra oportunidade.











