Piura/Peru x Quito/Equador
Acordamos 06h e já aceleramos em direção a fronteira que estava apenas 100km. Não fizemos a melhor escolha de rota. Confiamos no Google Maps e não fomos felizes. Deveríamos ter ido por Huaquillas, mas o Google apresentava El Alamor como sendo a melhor rota. A diferença não chega a 70km, mas é muito pior o caminho.
As aduanas em El Alamor são separadas, antes da ponte tem a do Peru, após Equador. Na saída do Peru entregamos o documento SUNAT. Um agente de polícia pegou o documento e nem sabia o que fazer, mostrou para um outro senhor mais idoso e traços orientais que estava num escritório. Esse senhor pegou o papel, jogou sobre a mesa e continuou se alimentando. Perguntei se ficava com alguma via ou comprovante. Apenas acenou que não. Fiquei preocupado, e se ele não desse baixa. Poderia me prejudicar quando retornasse ao Peru e fosse dar entrada no veículo novamente. Mas o que fazer? Apenas fotografar a minha saída com o veículo, deixar registrado, pelo menos. E foi o que fizemos.
E agora era o momento tão esperado da viagem: Chegar no Equador: E esse é o momento em que oficialmente chegamos ao Equador!
Agora já no Equador fomos dar entrada na Aduana. Já estávamos esperando por um cansaço! Mas foi relativamente tranquilo. Papelada para preencher, pouca gente. Interessante que você tem que dizer quantos dias pretende ficar no país. A advertência é que se não sair no prazo paga multa de 300 dólares por dia de permanência. Para não correr riscos declarei que ficaria 30 dias, embora os planos fossem de uma semana no máximo.
O aspecto dessa região de fronteira do Peru com o Equador remete a precariedade, principalmente o lado peruano. Bem mais simples das outras, que tínhamos cruzado até esse momento da viagem. Contudo fomos muito bem tratados, tanto do lado peruano como pelo lado equatoriano.
Um dos agentes de fiscalização foi muito solícito conosco, nos deu orientações para irmos pelo melhor caminho até Quito, e para não ir muito rápido pois existiam policiais fiscalizando com radar móveis nas rodovias.
Paramos na primeira cidadezinha do caminho, chama-se Zapotillo, queríamos comprar chip de celular. Não encontramos. Fomos em frente em direção a Machala.
Percorremos pelo menos 50km após Zapotillo chegamos a uma rótula onde paramos em um ponto de fiscalização militar. Pediram apenas os passaportes, anotaram. Seguimos viagem.
O GPS informava que o melhor caminho seria passando por Cumandá e Rio Bamba, e isso significava passar por alguns “intestinos”…
Chegamos em Cumandá por volta das 18h00, e tínhamos a previsão de mais 6 horas até chegar em Quito, ou seja chegaríamos depois da meia-noite. Não queríamos estar cansados para o outro dia, e a viagem já estava muito atrasada. Mal sabíamos que nesse trecho íamos ter surpresas novamente com a Caravan.
Dessa vez ela começou a falhar nas subidas. Já estava noite, caia uma chuva fina e para ajudar a neblina e o pior sem acostamento. Novamente estávamos entregue a providência divina. Quisera Deus ali fosse o fim da nossa viagem bastava vir um outro veículo com mais velocidade que não teríamos a mínima chance. Era impossível enxergar mais de 20 metros a frente. A Caravan parou por pelo menos 10 vezes. Não chegava a percorrer 10km sem falhar e desligar. Até que encontramos um refúgio a direita entre pedras da montanha e por ali permanecemos por uns 20 minutos aguardando esfriar, seja lá que peça fosse. O fato é que a subida da parecia infinita, e o GPS não informava mais nada, nem onde era a próxima cidade, quando já tinhamos percorrido, quanto faltava… mais nada!
Após muita oração e já mais calmos percorremos uns bons 15km até encontrarmos um posto de combustível, nome do lugar El Tablon… só podemos dar foi graças a Deus de sairmos sãos e salvos dessa desventura!!
No Equador a gasolina mais barata de toda a viagem, 1,85 dólares o galão (3,85 litros).
Rodovia E487, Colta, Equador
Nesse posto abastecemos e eu perguntei a um motorista de ônibus quanto de subida ainda tinha e onde era a próxima cidade… Colta estava a uns 40km a frente, e ainda teríamos uns 20km de subida. Haja coração!!
Depois da viagem consultei o relevo da região. Cumandá estava a 400m do nível do mar, e o posto onde paramos estava a 2400m. Chegamos a atingir os 3900m no caminho para Colta e começou a descida. Colta estava a meros 3200m. Pelo menos a Caravan não falhou durante esse trajeto. Paramos em Colta, o que significava terra firme. Como estava feliz de chegar em uma área urbana!
E depois dessa parada, já era por volta das 21h30 e ainda tínhamos pelo menos 200km até Quito, que o GPS informava que levaria cerca de 4h. Então certamente o trecho seria muito parecido com o que tínhamos passado até então. Respira fundo e acelera…
Logo que entramos na rodovia E35 que liga Colta a Quito já notamos a diferença no pavimento, mais conservado e bem sinalizado, o que indicava que provavelmente existia pedágio. E de fato, passamos por algumas praças de pedágio, todas com o valor de um dólar.
Finalmente chegamos em Quito, já era passado da 01h da manhã. O GPS nos fez passar por dentro de algumas vilas. Haja paciência! Certamente aquele não era o caminho convencional. Ladeiras calçada de pedra, ruas estreitas. Mas tudo bem, estávamos chegando.
Reservamos um apartamento pelo Booking, a indicação era o bairro Chaupicruz, na região centro-oeste de Quito.
Mas, sempre tem o “mas”! Quando finalmente encontramos o apartamento e entramos descobrimos que não era o que tínhamos reservado. Não correspondia ao que tínhamos reservado. Contato com a proprietária, 2h da manhã. Iríamos trocar de apartamento logo pela manhã… Estávamos esgotados, o dia tinha sido muito cheio. Banho e cama!





























