Dia 15 (07/03/2019)

Quito x Alabuela x Quito

Odômetro em Quito 7228 km rodados.

Saímos de manhã em direção a San José de Minas Pichincha, onde iríamos concluir um dos nossos objetivos principais da viagem: visitar a plantação de gipsofilas.

O Google Maps só para variar nos fez passar pela rota mais amarrotada possível. Existia outro caminho via Puellaro, muito menos sinuoso. Porém fazer o caminho passando por Tanlahua nos proporcionou um passeio espetacular pelas montanhas. Descidas íngremes, curvas com quase 270 graus, pavimento com sinais de deslizamentos recentes e a falta de qualquer grade de proteção nas laterais da pista não favoreciam arriscar a velocidade superior a 20km/h, isso mesmo… Alavanca de marcha no 2, primeira marcha engrenada e o motor segurando na descida. Nesse momento utilizamos todo o potencial de ter um motor 3,3 V6 na Grand Caravan. Se fosse contar apenas com os freios eu nem sei se estaríamos aqui para contar essa história.

Em alguns momentos a estrada parecia desaparecer da frente do carro, principalmente ao fazer uma curva. Adrenalina em alto nível. Não cruzamos com nenhum veículo de carga e alguns automóveis subindo. Presumimos que deveria existir outro caminho para a capital Quito, pois para escoar produção daquele lugar definitivamente aquele caminho dificilmente seria o utilizado. E também definimos, que qualquer que fosse a distância que esse outro caminho tivesse, iríamos voltar por ele, por ali não seria nem de longe uma boa idéia voltar.

Chegamos a uma ponte metálica, e começou a subida. Essa parte da estrada já menos sinuosa. E finalmente, a internet 3G já dando sinal de vida conseguimos contato com a Pyganflor e encontramos o acesso.

Fomos muito bem recebidos. Na verdade é bem mais que uma empresa, é um complexo de plantio de flores. Exportam para o mundo todo. Ganhamos até um macinho de flor.

Voltamos para Quito, pelo caminho menos complicado, bem menos. E o que mais chamou atenção era a extensão das descidas e subidas. Principalmente nas auto-estradas, eu não medi mas passamos por trechos de pelo menos 10km de descida… a impressão era que não acabaria mais de descer. E do alto dessa estrada era possível enxergar no horizonte o imponente vulcão Cotopaxi. A cidade de Quito já está localizada em uma altitude considerável, mesmo localizada entre montanhas, os pontos mais baixos tem pelo menos 2600/2800 metros do nível do mar…

Chegando em Quito passamos em um supermercado chamado Supermaxi no bairro de Carcelén. Pegamos algumas coisas para o almoço. Os preços não eram muito atrativos, mas nada exorbitantes.

E a Caravan começou a falhar de novo, bastava pegar um trânsito mais lento, e andar em rotação baixa e ela desligava. Pelo menos estávamos em uma capital, poderíamos buscar recursos. Teve um momento que ela parecia que não ia mais ligar, e acabamos bloqueando o trânsito em um lugar bem movimentado. Mas finalmente conseguimos chegar no apartamento.

Após o almoço, os adultos queriam apenas descansar, os meninos ainda tinham gás para curtir a piscina.

Eles precisavam de touca para usar na piscina. Algumas quadras tinha um shopping, foram lá comprar, mas… choveu, e não conseguiram voltar. Peguei o carro para ir resgatar eles. Cheguei no shopping cadê os moleques?… não achei. Bom, o fato é que já estavam em casa, tinha parado a chuva e eles voltaram. Detalhe eles estavam sem 3G no celular porque não tinham chip do Equador. Só funcionava no Wi-fi. Enfim, agora só queriamos descansar.

A noite a Are começou com os mesmos sintomas que o Felipe tinha tido em Nazca, faltou pouco para termos que ir para um hospital. Ela tomou os remédios que ainda tinha e melhorou. Mas passamos um bom tempo em vigilância. Pelas 03h da manhã conseguimos finalmente dormir.

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