Baños x Tumbes
Nosso dia começou muito cedo, café da manhã no estilo sem filtro de café! Isso, defitivamente não existe filtro de café em outro lugar que não o Brasil. Nem adianta procurar, não tem. Nem de papel, nem o suporte de plástico, nem coador de pano… nem o café em pó também! Que vontade de tomar um café passado na hora, quente com leite… Mal podia ver a hora de chegar no Brasil, só para sentir o sabor de novo do café, do feijão, de um filé de carne de boi…
Fomos para a famosa cachoeira El Pailon del Diablo. Ficava a uns 15km do hostel.
É um parque com uma trilha, muito bem conservado. Percorremos desde o portal até chegar no acesso a cachoeira por volta de 2km de trilha no meio da mata. Trilha larga com pavimento e drenagem. A ida é só descida. Alguns quiosques no caminho que vendem bibelôs, licores, e até umas larvas gigantes como aperitivo.
O acesso a cachoeira é cobrado, 2 dólares por pessoa. Tem banheiros limpos e um restaurante que tem um mirante para a cachoeira. Um escadaria após o local de compra dos ingressos leva até onde o espetáculo da natureza acontece.
A água da cachoeira cai com uma força estupenda e o som muito alto que produz. Dificil até de ouvir quem fala em voz alta do teu lado.
Depois de subir as escadarias e acessar o mirante da cachoeira existe um desafio adicional: acessar a parte de trás da cachoeira. Não é muito recomendado para quem tem algum problema de flexibilidade, pois tem uma parte que só é possível passar de “gatinho” num túnel feito na pedra, mas vale muito a pena o esforço. A recompensa é uma das sensações mais incríveis da força da natureza!
Existe uma ponte visível do mirante e acessível para quem entra no parque “pelo outro lado”, nome dado em razão de só ser acessível por lá. E é cobrado outro valor do ingresso. Após descer as escadarias é possível acessar uma ponte pênsil que fica sobre o rio que nasce da queda da água.
A volta foi naquele clima de “temos mesmo que voltar?” Porque era um lugar por demais revigorante, mas tínhamos muito chão pela frente…
Voltamos ao hostel, almoçamos e pé na estrada!
Agora a meta do dia era chegar passar a fronteira com o Peru. Usamos queríamos passar uma rota diferente, não queria passar mais por aquela estrada que usamos quando viemos, que a Caravan ficou falhando. Mas acabamos tendo que voltar por lá mesmo… só que passar lá durante o dia e agora descendo foi muito mais agradável… E acabamos parando no mesmo posto El Tablon que outrora fora nosso ponto de refúgio. De dia o aspecto mudou muito!
A estrada era na verdade magnífica! Paramos para fotos em vários lugares pois era uma vista mais deslumbrante que a outra…
Encontramos uma banca de frutas, uma senhora que nos atendeu tão bem. Muito simpática! As frutas bem frescas, ela inclusive lavou para nós.
A Caravan estava prestes a comemorar seus 200000km… E foi em grande estilo, ou seja, rodando em um trecho absurdamente sinuoso. Ainda assim conseguimos registrar a virada!
E por fim estávamos chegando a fronteira com o Peru, dessa vez iríamos sair por Huaquillas no Equador e entrar por Tumbes no Peru. Já era próximo das 11h da noite, tentamos encontrar um posto para completar o tanque com a gasolina barata do Equador antes de entrar no Peru. Não encontramos um posto aberto sequer. Fecham a noite, não soubemos o motivo.
E foi nessa rodovia de Huaquillas quase chegando na Aduana que passamos por um dos episódios mais desagradáveis com policiais em todo a viagem. Já tínhamos sido abordados pela polícia equatoriana diversas vezes, em todas foram feitas as perguntas de praxe: de onde são, para onde vão, etc… olhavam os documentos e boa viagem. Todas as vezes, antes de arrancar com o carro, eu consultava o pessoal se estavam com o cinto de segurança. E dessa vez o Guilherme que estava sentado no banco atrás de mim esqueceu de por o cinto, e logo após sairmos de um estabelecimento em Arenillas tinha uma blitz, e o policial deu ordem de parada, e com a lanterna iluminou o interior do veículo. Após pedir os documentos disse que o uso de cinto era obrigatório para todos os ocupantes do veículo, e que tinha um passageiro sem cinto. Foi para trás do carro dizendo que ia lavrar a notificação. Paciência! Demos uma bronca no Guilherme. Em seguida esse policial me pediu para desembarcar e acompanhá-lo até a parte de trás. Pensei que iria pedir para abrir o porta-malas. Mas não era para isso. Bem, essa parte deixo por aqui… posso dizer que foi bem desagradável o que sucedeu, e a idéia é evitar tirar o encanto da narrativa da viagem.
Finalmente chegamos na Aduana. Seguimos com os procedimentos para sair do Equador e entrar no Peru. A trâmite todo demorou muito, já era madrugada, poucos funcionários. Para dar saída do Equador foi bem tranquilo, mas a entrada na Peru tinha que preencher todos aqueles formulários manualmente, dar entrada no veículo, enfim! Agora estamos oficialmente no Peru, de novo!… Vamos procurar um local para dar uma descansada e continuar a pegada logo que o sol nascer.
Paramos em um posto de combustível chamado La Alborada em Tumbes… Era perto das 03h da manhã.

















































