Dia 18 (10/03/2019)

Tumbes x Trujillo

Amanheceu o dia, a brisa marinha sinalizava que estávamos novamente margeando o Pacífico. Agora a meta era chegar pelo menos em Trujillo. Isso significava mais de 700km.

No caminho iríamos passar por Máncora. Já tinha lido na internet que fora eleita uma das melhores praias do mundo e tal … ( https://www.worldtravelawards.com/award-south-americas-leading-beach-destination-2016 ) resolvemos com um pouco mais devagar por lá para conferir. A verdade é a seguinte, é de fato um lugar maravilhoso… mas para quem tem grana e tempo!… então para nós naquele momento restou a contemplação do que era gratuito. Passamos por uma beira mar muito estreita com traçado irregular e sem pavimento, com seguranças que monitoram a entrada e a saída… bem era isso que vimos em Máncora, pode ser que tivesse algo mais interessante, mas não dava tempo de procurar! Mas nem tudo estava perdido, paramos logo adiante na Praia Los Organos… e fizemos nosso desjejum ali, num cantinho a beira-mar!

Então, como estávamos ainda sem moeda peruana, sem cédulas de Soles, precisávamos encontrar um caixa eletrônico… E a maior cidade que passamos no caminho foi Sullana. Encontramos um Hipermercado Tottus e anexo a ele bancos. Lembrando que era um domingo, perto das 14h, e esse banco estava aberto, com os caixas humanos atendendo e tudo!… E foi ali, no Banco Falabella dentro do Tottus em Sullana que deixamos mais uma lembrança de nossa passagem no Peru. Eu e o Matheus fomos no caixa eletrônico e sacamos o dinheiro e saímos, e… o cartão ficou na máquina… de novo!

Fomos perceber já estávamos uns 20km distante, voltamos. Sem chance, não tinha como recuperar o cartão. Segundo o atendente humano, a máquina engole e destrói os cartões esquecidos!… E agora?… Menos um recurso para usar. Só restava o meu cartão de débito e o da Are. Não poderíamos mais vacilar, de maneira alguma, com aqueles cartões. Perdemos muito tempo em Sullana. Pois além desse problema do cartão o carro também estava falhando. O problema agora era com o calor. A temperatura estava perto de 28º C e já era suficiente para começar a dar pane na bomba de combustível. Bastava baixar a rotação para menos de 800rpm e cortava o combustível. Tinha que desligar, esperar um pouco e ligar de novo. E faltava 450km pra chegar em Trujillo…

E nesse caminho, não tinha nada de muito interessante. As cidades que passamos eram muito parecidas e sem atrativos, e também por já termos passado no caminho de ida.

Finalmente chegamos em Trujillo, onde ficamos no hotel Chavin Señorial, que anunciava o valor muito barato pela estadia. Reservamos pelo AirBnb, R$92 para 7 hóspedes e com café da manhã… Bom, o receio era de chegar lá e não ser verdadeiro o anúncio. O risco era muito grande, pois estava muito barato mesmo. Enfim, o recepcionista já estava bem sonolento, nos atendeu sem entender muito bem o lance da reserva pelo AirBnb, mas nos entregou as chaves de dois quartos. O ponto mais negativo era ter que deixar o carro em frente ao hotel, sobre a calçada, não tinha estacionamento para os hóspedes. Bom, não tinha muito o que ser feito a não ser orar e pedir que Deus continuasse a nos proteger e estendesse a proteção ao nosso meio de transporte. Um banho de chuveiro finalmente! Nos acomodamos muito bem e era o fim de mais um dia…

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