Tacna x Calama
Após a parada em Alto Camiara no Peru saímos perto das 02h da manhã e rodamos até chegarmos próximo a entrada na cidade de Tacna. Paramos em um posto de combustível ainda eram 03h da manhã. O guardião nos autorizou colocarmos barraca, o pátio com pavimento de cascalho, era bem grande. Acordamos com o barulho de caminhões ligando de manhã, e já era, fomos obrigados a acordar… esse dia não tem fotos. Paramos em na fronteira do Peru/Chile passava das 09h da manhã.
Passar a fronteira do Peru é relativamente tranquilo. A burocracia para a entrada do carro é que chateia. Tem um maldito formulário a preencher, um papel simples, carbonado onde relaciona-se o carro e os ocupantes, número de passaporte, de onde vem pra onde vai… porém esse formulário não é disponibilizado gratuitamente. Tem que comprar de guias ou taxistas. Formulário extremamente simples, papel tosco, mas me cobraram R$2,00 soles por folha!!

Só queríamos saber se iriam pegar nossas gypsophilas (flores mosquitinhos) que estávamos trazendo do Equador, mas como estávamos saindo, era quase certeza que não iriam embaçar. O problema seria quando a gente entrasse no Chile. Já tinham pegado nossas castanhas e até o feijão na entrada em Paso de Jama na ida. Agora na volta, a gente já tinha se consumido tudo que era in natura, grãos, leite…

Terminados os trâmites de saída do Peru demos entrada na Aduana do Chile. Pediram para retirarmos toda a bagagem do carro e inclusive do bagageiro do teto. E o pior aconteceu, embaçaram com a Gypsophila, e “apreenderam” as flores, de maldade mesmo. Argumentei que era um presente do dia das mulheres que a esposa tinha ganhado. Mas não existe argumento quando se está tratando com quem está decidido a fazer o mal. Bom, aquilo chateou a gente. Com certeza foi um excesso, aquelas flores certamente não se enquadravam no item de produtos perigosos ou proibidos no país deles. E não acredito que foram para descarte. Se serviram para agradar alguma outra dama pelo menos cumpriram seu propósito, ainda que a subtração delas tenha significado a tristeza da minha.
Já em Arica fomos ao Hipermercado Líder (o Walmart do Chile). Agora sim encontramos fácil o refil de gás para o fogareiro. Já compramos logo 4 frascos. Seguimos para Pozo Almonte. O posto de Pozo Almonte já tinhamos parado na ida. É um oásis naquele deserto. Ficamos por quase uma hora, lanchando, descansando e usando o bendito wi-fi!! Então fizemos a rota para Calama. A maior dificuldade quando chegamos em Calama foi encontrar um posto com espaço para descansar. A cidade é toda urbanizada, então tivemos que circular por vários quilômetros, até achar um local com espaço para montar as barracas. Encontramos um Posto Shell, que nos foi permitido ficar com as barracas até amanhecer. Posto Shell em Calama A foto já é do outro dia quando amanheceu.



