Dia 12 (04/03/2019)

Huarmey x Barranca

Acordamos, ou melhor, fomos acordados pelo funcionário da pousada, perto das 07h. Entrou na cabana chamando para o café da manhã que estava pronto. Tá bom então… Não quisemos ser indelicados, mas a verdade é que queríamos ficar um pouco mais na cama. Mas já estava bem claro o dia, vamos aproveitar. E valeu a pena mesmo ter saído da cama, quando saímos do quarto podemos enxergar agora iluminado com o sol o lugar onde a gente estava…

E depois que saímos da cabana…

O café da manhã! Café solúvel, chá, suco de manga, pão francês, doce não me lembro do quê e prosa com o Castelo!…

Durante o café o Castelo perguntou se iríamos querer almoçar, 20 Soles por pessoa. Podíamos escolher frango ou peixe. Optamos por peixe, pois tinha certeza que seria fresco.

Pouco antes de terminar o café passou um pescador de moto. E foi dele que o Castelo comprou o peixe para nosso almoço, bem simples! Bem, agora era hora de curtir aquela maravilhosa praia.

Pegamos o Buggy, não lembro quanto foi, mas brincamos por uma hora mais ou menos. Todos os meninos dirigiram…

Próximo da praia estavam os quiosques, bem inteirinhos!

Ficamos um tempo ali até o Castelo chegou chamando a gente para ir pescar. Eu achei que seria com varas, mas seria armar uma rede.

Depois de armada o Matheus e o Guilherme foram buscar as totoras (ou caballito de totora), aquelas canoas feitas de palha.

É um pouco difícil se equilibrar no começo nessa canoa, foi muito divertido! Agora estávamos perto da hora do almoço!

Fui contemplado com um peixe a mais pelo Castelo. Embora um peixe já era suficiente para saciar minha fome, o segundo peixe dividi com quem ainda quisesse. Estava muito bom.

Terminado o almoço, fomos tirar uma sonequinha.

Queríamos ver pinguins que o Alberto disse que tinha do outro lado da montanha. Disse que era capaz de encontrarmos no final da tarde, quando esfriasse.

Fomos escalar o morro e ver se achavamos os tais pinguins. Existia uma trilha usada por pescadores. Era muito íngreme o caminho mais batido, mas era muito grande a volta para usar o menos inclinado.

Não encontramos nem sinal dos pinguins do outro lado. Mas a vista do oceano la de cima compensou todo o esforço para subir.

Foi uma dos momentos tensos para mim, pois peguei uma trilha errada que terminava num despenhadeiro, e chegou um momento que não era possível prosseguir que caia lá embaixo nas pedras e voltar a inclinação era muito forte voltar no estilo caranguejo engatinhando para trás. A única forma foi girar o corpo 180 graus em pé e não desequilibrar voltando engatinhando sem escorrer, senão já era caia lá em baixo nas pedras e era uma vez… Respira fundo e vai! Deu certo. Coração na boca, voltei para a trilha normal sem fazer alarde. Contei bem pra eles depois que descemos.

Matheus encontrou uma caverna na parte de baixo, onde se esconderiam os pinguins. Mas só tinha restos de peixe e uma cruz.

E assim, antes do pôr-do-sol voltamos, não seria interessante esperar escurecer…

Agora era descer, com muito cuidado. E foi mais difícil do que subir, pois se escorregasse, não dava para saber onde ia parar. Areia muito lisa e solta não produzia muito atrito com o calçado nem descalço também.

Quando chegamos em “terra firme” o Castelo e o Alberto estavam tirando a rede do mar. E o saldo foi de 9 peixes. Nada mal para uma primeira vez.

Todos estavam bem animados para preparar aqueles peixes. E já estávamos dispostos a permanecer mais uma noite por ali, e partimos de manhã. Porém o Felipe teve uma recaída no seu estado de saúde, e os sintomas do outro dia voltaram. Tínhamos que ir para um hospital, e rápido! Então nos despedimos, os funcionários muito solícitos já prepararam a camionete para nos guiar no caminho de volta, pois já era noite e não seria fácil encontrar a saída.

Ficamos muito frustrados de ter que sair tão rápido, mas a causa era nobre. Então veio mais um revés. Uma van de pescador encalhou na areia na estrada de saída, e não dava para nós passarmos com nosso carro nem com a camionete do Alberto. Lidaram por uns 10 minutos até conseguir desatolar. E o Alberto nos guiou até a rodovia. Fomos com o Felipe para a cidade de Barranca onde estava localizado o hospital mais próximo, pelo menos uns 40km.

Chegamos no hospital e aí vimos “o bicho feio”. O hospital tinha portão de grade na entrada. Não podia entrar sem que o porteiro autorizasse e abrisse o portão. Então a Arethusa entrou com o Felipe e o Matheus acompanhando. Logo chegou uma viatura trazendo um baleado. E o ambiente em volta realmente não inspirava qualquer segurança. Fiquei no carro na rua com o restante do pessoal, torcendo pelo Felipe e que saísse o mais breve possível para nos mandarmos dali.

E assim terminou esse dia, passamos a madrugada toda em vigilância no carro esperando a alta do Felipe.

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